A Palimpsista

2018 - 

A Palimpsista é o pseudônimo de Camila Proto, em um projeto de escritas ficcionais que iniciou em 2018 e acontece até hoje. A palimpsista surge de uma brincadeira sobre os "empregos do futuro", em uma delação irônica da morte do papel, do desmatamento absoluto e da futurística necessidade de reescrever sobre arquivos antigos. A palimpsista reflete problemáticas do agora tensionando os lugares da criação, da ação política, dos acontecimentos em geral, e da prática da escrita, da tradução e reconfiguração de signos. Os textos misturam relatos, memórias e ideias, contextos e ficções, apropriações, nomes próprios encriptografados. 

Sobre ela: 

Irmã de todos os santos desacreditados, amante das sobreposições e anacronismos. A palimpsista encontra no texto um caminho sem volta para o pecado, o fruto diabólico da tradução, apropriando-se do que já foi dito muitas vezes sem mesmo ter sido falado. É uma urgência poética, um recado àqueles que se mantém em silêncio. É também um emprego do futuro, esse futuro distante das vistas que não se acabam. Não apago. Enlaço o devir do gesto ao digitar outras palavras; talvez novas, para quem nunca me olhou direito.

Camila Proto é a palimpsista, no por-vir-bruxa, em século ainda desconhecido.

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